26/07/09

Evil - 45 Grave


Como faz algum tempo que eu não posto, resolvi postar aqui meu vídeo clipe favorito. Evil do 45 Grave. Infelizmente com baixíssima qualidade de imagem, mas que pra mim não muda nada (risos).

Conheci o 45 através desse clipe, ai fui escutar o “Sleep in Safety” por causa dessa música.
Bom é isso, alguém deve gostar também... Mudou minha vida! (risos)



21/06/09

Neta de Che Guevara faz campanha pró vegetarianismo


Lydia Guevara resgatou a boina do avô e optou por um colar de cenouras simbolizando munições para protagonizar a última campanha da PETA (People for the Ethical Treatment of Animals - "Pessoas pelo tratamento ético dos animais", em Português) intitulada “Começa uma revolução vegetariana”.
A neta do guerrilheiro Ernesto Che Guevara, de 24 anos, dá a cara por uma campanha a favor de uma dieta vegetariana.

Após falar com a minha família, decidi que devia participar na campanha já que, na qualidade de vegetariana, estou a utilizar o nome do meu avô a favor de uma causa em que acredito e defendo”, declarou após a sessão fotográfica.

A revolução parece, assim, estar no sangue da família e para a neta de “Che” a intenção da campanha não é “desprestigiar o nome” que o avô conquistou. Pelo contrário!

Segundo o El Mundo Lydia acredita na luta da PETA a favor dos animais: “Foi assim que me converti ao vegetarianismo. Aliás, a dieta vegetariana converteu-se numa verdadeira revolução que capta cada vez mais adeptos e constitui uma alternativa mais saudável para o planeta e para o homem”.

A campanha vai ser lançada no último trimestre do ano, em Buenos Aires, e é a primeira da PETA a favor do vegetarianismo, na América do Sul. A campanha terá também uma versão em inglês.

Michael McGraw, director de comunicação da PETA, explicou a escolha: “Soubemos através de um amigo da Lydia que era vegetariana e consideramos importante o fato da neta de “Che” viver num país como a Argentina onde se consome predominantemente carne”.

Via: Guia Vegano

06/06/09

Uma coisa leva a outra



Eu nessa minha busca incessante por coisas novas venho descobrindo coisas muito interessantes. É o velho “uma coisa leva a outra” e assim ainda relembramos acontecimentos passados.
Tipo assim Stray Cats me levou a Brian Setzer Orchestra. Hillbilly Rawhide me levou a Fabulous Bandits que me levou a Los Diaños e também ao Canastra, e esse me levou ao Squirrel Nut Zippers (tenho certeza que já escutei Got My Own Thing em um comercial na tv) e esse ao Big Bad Voodoo Daddy que está já me levando ao Royal Crown Revue. Então me lembrei que em 2006 se não me engano, quando eu morava em Diadema, estava escutando um programa de radio com o Marcelo Nova, e ai teve um especial só com Neo Swing, uma moça explicando sobre o lance e tal.
Lembrei também que eu tinha o programa gravado em fita k7 e que a dei para um amigo de Montes Claros/Mg. Preciso me lembrar agora é de pedir essa fita de volta (risos).

Bom, pesquisando encontrei esse texto bem legal no blog Raízes e Antenas, que é excelente e que por muitas vezes recorro.
Espero que alguém goste!


Que Saudade do Neo-Swing!

Um dos movimentos - se assim se pode chamar - mais curiosos, frescos e divertidos de finais do século passado (o século XX, claro) deu pelo nome de neo-swing. Grupos de músicos brancos norte-americanos atiraram-se à herança do swing - música negra, com as raízes em África e os ramos estendidos entre Nova Orleães e os grandes palcos norte-americanos (o swing foi a primeira manifestação do jazz a ser massivamente consumida pela população branca) -, misturaram-lhe outras músicas, do ska ao rock'n'roll, blues, calipso, cajun, soul, etc, etc, etc... e fizeram uma música que, se não era «original», era pelo menos muito boa, hiper-dançável e esfusiantemente alegre. Cerca de dez anos depois do pico do movimento, tenho saudades de muitos deles. E, não sei muito bem porquê, acho que esta é a melhor música que se pode querer no dia de S.Valentim. O texto que se segue foi publicado originalmente no BLITZ em Dezembro de 1998.

NEO-SWING
A MENINA DANÇA?

Não gosto de dançar. Não sei dançar. Não quero dançar. Sempre que levanto um dos pés num gesto que vagamente se aproxima de um passo de dança pareço um pato em cima de uma chapa de metal quente ou um patinador de gelo em início de carreira. Sou pesado, desajeitado, pouco maleável (se bem que esteja a melhorar a pouco e pouco). Depois - talvez por isto; um psicólogo qualquer poderia explicar - nunca gostei de música de dança na generalidade. Odiei profundamente o disco-sound, tive um desgosto enorme quando os New Order renegaram (só em parte, eu sei) as origens sisudas da banda nos Joy Division e passaram para as pistas das discotecas, nunca achei graça aos grupos que faziam a ponte entre o rock e a «club culture» como os Happy Mondays, por exemplo. E fico com pele de galinha e batimentos cardíacos logo alterados sempre que oiço falar de tecno, de house, de drum'n'bass.


Bem, e depois?... Depois, isto tudo serve para dizer que, apesar disso, um homem não pode passar a vida a ouvir só Nick Cave, country alternativo, Tindersticks, músicas étnicas e pitadas de jazz e de música clássica. E também precisa de se divertir de vez em quando. Foi isso que me fez começar a ouvir, cada vez mais, e (tentar) dançar, porque não?, a música de uns combos que estão a brotar já em boa quantidade nos Estados Unidos e que, cada vez mais, merecem a nossa atenção. Respondem por nomes bizarros como Squirrel Nut Zippers (na foto), Royal Crown Revue, Cherry Poppin'Daddies, Brian Setzer Orchestra, Hepcat, The Mighty Blue Kings ou Big Bad Voodoo Daddy e que, para simplificar, se integram num movimento a que se chamou neo-swing. Nada mais justo: a base das canções originais (sim, porque quase nunca fazem «covers») destas bandas - formadas, não tão estranhamente quanto isso, por músicos brancos - encontra-se nos grandes clássicos do swing dos anos 20, 30 e 40. O dixieland, o ragtime (para simplificar, formas «primitivas» de jazz tal como nós o conhecemos) e, principalmente, o swing de Nova Orleães e de outras cidades «negras» americanas - e nomes como os de Louis Armstrong e Cab Calloway ou as big bands de Benny Goodman, Duke Ellington, Count Basie, Glenn Miller, Gene Krupa, numa miscelânea de músicos negros e brancos - estão permanentemente presentes como referência fundamental na música dos novos grupos de swing. Grupos em que não entram sintetizadores, samples, caixas-de-ritmos ou outras «modernices» e só muito raramente uma guitarra eléctrica, antes apostando no som «natural» de pianos, secções de metais, contrabaixos, baterias simples, às vezes um violino ou um banjo e... vozes, muitas vozes em jeitos de «crooner» retro (aposto tudo em como, para além do Armstrong ou cantoras como Mildred Bailey ou Billie Holiday, eles andaram quase todos a ouvir o Johnny Hartman e, no caso do Brian Setzer, obviamente o Elvis Presley).

Aqui, exigem-se alguns pormenores sobre cinco das bandas referidas, cujos álbuns - pelo menos alguns deles - se encontram à venda nas melhores lojas de discos de Lisboa:

Cherry Poppin Daddies: originários de Eugene, Oregon, são liderados por uma personagem chamada Steve Perry e dividem os seus interesses musicais entre o swing e o ska (neste caso, eles podem ser emparelhados com bandas como os Reel Big Fish e Mighty Mighty Bosstones, por exemplo). No início, a banda teve problemas porque o seu nome poderia ser entendido como uma alusão ao incesto. Som: swing, mas também sons mais tribais, mais «exotica», mais ska, mais cabaret, mais calipso. Disco aconselhado: a compilação «Zoot Suit Riot» (que reúne os seus temas mais swing, deixando de fora aqueles que estão mais próximos do ska, se bem que dele tenha pitadas).


Brian Setzer Orchestra: Depois do fim dos Straycats - banda emblemática do rockabilly dos anos 80, juntamente com os Matchbox e, noutra onda, os Cramps -, Brian Setzer inventou a Brian Setzer Orchestra (uma big band de 16 elementos, mais coisa menos coisa, que o acompanha lá atrás), com influências swing, mas também, obviamente, do rock'n'roll dos anos 50 - aquando da saída do seu primeiro álbum sob esta designação, Brian Setzer foi consideardo um «Harry Connick Jnr. com atitude». Neste rol de grupos, a B.S.O. é a única que tem, em permanência, uma guitarra eléctrica. Outros sons, para além do swing e rock'n'roll: boogie-woogie, surf-music, twist, cha-cha-cha. Discos aconselhados: «The Brian Setzer Orchestra» (com muitas «covers»), «Guitar Slinger» e «The Dirty Boogie» (curiosidade: Gwen Stefani, dos No Doubt, colabora no tema «You're The Boss», popularizado pelo rei Elvis, the Pelvis).


Royal Crown Revue: Septeto de Los Angeles, liderados por Eddie Nichols, os Royal Crown Revue misturam o swing, está bem, com músicas de filmes negros/série B de faca, metralhadora e alguidar, e sons sacados a big bands mais «evoluídas», digamos assim, próximas do be-bop. Uns pozinhos de blues, de soul, de músicas do Caribe e de... Frank Sinatra, e ambientes mais próximos de Chicago e de Las Vegas do que de Nova Orleães fazem o resto. Discos aconselhados: «Mugzy's Move» e «The Contender».


Big Bad Voodoo Daddy: Originários da Costa Oeste dos Estados Unidos, a partir de obscuras bandas punk, os Big Bad Voodoo Daddy (liderados por Scotty Morris) são, talvez, o mais «clássico», destes grupos - embora o tenham definido, no início, como «high-octane nitro jive» ou «big band gone crazy». Com um piano permanente e uma secção de metais que segue quase religiosamente os ensinamentos das big-bands clássicas do swing, com solos de vários instrumentos e tudo (coisa rara nos outros). Outros sons: rock'n'roll, ska, slows fumegantes e que apelam ao strip-tease. Participaram no filme «Swingers» (1996). Disco aconselhado: «Big Bad Voodoo Daddy».


Squirrel Nut Zippers: A melhor de todas estas bandas. Originários de um lugarejo chamado Efland, o grupo (um septeto) foi fundada pelos dois vocalistas: a cantora Katharine Whalen (que é uma maravilha - uma rapariguinha branca que tem nela todas as vozes negras que se podem imaginar) e o cantor James Mathus (que não é tão bom mas também cumpre), tendo-se fartado de tocar, imagine-se, em festas de casamento de milionários. No seu som entra o swing, sim, mas também cajun, country, tango, calipso, as «brass-bands» da música cigana, easy-listening e um forte sentido pop. Gravam quase sempre com antigos microfones de carbono. Discos aconselhados: todos («The Inevitable...», «Hot» e «Perennial Favorites»).


A marcha fúnebre aparece em alguns destes discos como se fosse a coisa mais natural do mundo. Se calhar é: em Nova Orleães ainda se dança nos funerais dos negros porque se acredita que a alma do morto está a viajar para uma outra condição (dimensão? estado?) e que ressuscitará um dia. Tal como o próprio swing... E isto é tudo o que se quer de um baile, de um bom baile: que seja capaz de ressuscitar um morto. O resto são cantigas.


NT – Você vai encontrar as palavras Lisboa, Rapariguinha porque o jornalista musical, Dj e escritor António Pires é de Portugal.

http://www.raizeseantenas.blogspot.com/

20/05/09

The Insaints


Eu estava passeando pelo myspace do Rezurex quando uma imagem me chamou atenção.
Uma imagem preto e branco de uma mulher com um cigarro no canto da boca, um lenço no pescoço e uma daquelas facas de gangster. (desculpe me por não me lembrar do nome).
A imagem me transmitiu algo que não consigo entender, mas logo notei que aquilo era alguma coisa, mais que simplesmente uma imagem.

Entrei no myspace disso que imaginei ser uma banda e descobri que era um grupo surgido ainda nos anos oitenta e que tinha tido como guitarrista exatamente Daniel DeLeon do Rezurex.
O som era um street punk metalizado, facilmente podendo ser classificado como hardcore ou crossover em certos momentos, como a tempos eu não escutava.
E o logotipo da banda The Insaints num rosa forte já denunciava, a voz desse grupo pertencia a uma mulher, e mais, essa era aquela mulher da imagem em preto e branco que eu havia visto.



Mas até ai normal, conheço “N” bandas com mulheres no vocal, mas decidi procurar saber mais, queria saber mais daquela banda, talvez o porque dela ter acabado pelo menos.
Eu não consegui saber muito provavelmente, mas soube o suficiente pra achar que era uma música significativa pra mim.

A vocalista em questão era Marian Anderson e sua história trazia mais um capitulo da triste trajetória de tantos que por muitas vezes se perde no esquecimento.
A principio eu estava lendo uma entrevista com Daniel na época do primeiro disco do Rezurex (que além do The Insaints também havia tocou no Calavera, Neon Kross, e para Dinah Câncer com o 45 Grave and the Grave Robbers).


Ele dizia que foi Marian Anderson quem havia lhe inspirado a escrever música.
Então me vieram as primeiras informações sobre a mulher em questão, as tristes informações de que cerca de um mês depois da primeira e única apresentação do The Thrill Killers, banda que Daniel havia montado e convidado Marian para participar em 2001, ela veio a falecer devido a uma overdose de heroína.

"Conheci Marian pela primeira vez numa festa em 1986", diz Daniel DeLeon. "Eu era um fã de sua banda, The Virgin Mary's Diary. Eu disse a ela que estava aprendendo a tocar guitarra e que esperava fazer parte de um grupo um dia. Ela me disse para insistir, e que os meus sonhos eram verdadeiros. Dois anos e meio depois começamos com a Insaints. Marian na época trabalhava na indústria do sexo, como dominatrix, fetish modelo e atriz ".





Abusada quando criança por seu pai, fugiu de sua casa na idade de 15 anos para San Francisco onde ela viveu com outros meninos de rua com histórias semelhantes de abuso e negligência.
Ao que entendi Marian sentia que sua vida era amaldiçoada, e suas apresentações burlescas que causaram tanto escândalo era o reflexo de varias coisas que haviam acontecido em sua vida. Talvez tenha sido a forma que encontrou para contar o que vivia, o que sentia numa expressão incomum.

O The Insaints moveu os primeiros passos em Modesto, uma pequena cidade da Califórnia e em seguida, foi para San Francisco ajudando a tornar grande a cena punk do início dos anos noventa, na região da baía, onde ainda é justamente famosa (a mesma Bay Area do Thrash Metal, do Slayer, Metallica, Exodus e Cia).

Acho até estranho que tenha demorado tanto em conhecer essa banda, mas a questão que eu queria realmente trazer a esse post era terminar falando sobre uma música mais significativa, num tempo onde as reflexões se dissolvem e tudo se transforma mais em mídia ou entretenimento profissional barato de alto consumo.

Na busca por algo que signifique mais pra mim tenho encontrado bandas como essa, realmente polemica (não contei toda a história como deu pra perceber, porque no caso acho que realmente perderia o foco de onde queria chegar), mas que ao menos tentou exorcizar seus demônios com algo que pra mim tem mais valor do que certos grupos que trabalham com maestria, mas que não transmitem nada e que simplesmente estão fazendo algo a agradar usando seu conhecimento de mercado e ganhando (ou tentando ganhar) muito dinheiro.




Com isso me questiono o que é arte, o que tem mais valor.
O disco mais novo da nova sensação do momento, ou o som sujo da banda desconhecida?
A foto com cabeludos envolvidos em chamas de fogo ou a foto preto e branco de um grupo de caipiras usando butinas e tocando polka ao lado de um forno a lenha?
A canção da banda positivista que ganha muita grana cantando sobre a beleza de uma vida que nunca sequer conhecemos ou a canção da moça que usou a música pra falar de uma vida de abusos, contar sobre o ambiente em que viveu e que nunca teve fama?

Acho que passei a acreditar que nem sempre o profissional é melhor que o amador (eu já sabia, mas agora entendo com clareza) e que pode haver algo maior por trás de coisas que a principio são mal vistas.

Em 2004 foi lançado uma compilação de músicas que veio a ser o disco póstumo do The Insaints com as gravações de estúdio e algumas ao vivo. Acho que também começou uma pós produção de um documentário sobre a vida de Marian.
O dinheiro do disco é revertido para a filha de Marian: Hannah Lolly Anderson.
Escute: Carry on, Loser’s Club, Tribal Song, Light Of My Life, Stupid Boy, Sick, Good Girl, Bad Girl, You Re Dreaming, e entenda o refrão da cadenciada e visceral “Whore”.


09/05/09

Imelda May

Video Clip de Johnny Got a Boom Boom da cantora Irlandesa Imelda May - Classe A!




21/04/09

Psycho Rockeros de Chile



Eu a uns meses atrás estava conversando com uma amiga estudante de espanhol. Falamos sobre um evento em Valparaiso e sobre a vontade que temos de conhecer Santiago no Chile.
Ai semana passada estava aqui em casa um tio meu, marido de minha tia que é de Santiago, estava nos mostrando centenas de fotos da cidade e de outros lugares no sul do Chile também.
Foi ele quem me apresentou o Los Jaivas... exelente banda!

Mas aqui no caso eu não vou escrever novamente sobre eles, eu vou apresentar aos que não conhecem uma banda que conheci recentemente que é o Voodoo Zombie, uma banda Psychobilly new school de Santiago que já até tocou no Brasil, em São Paulo e em Curitiba no Psycho Carnival de 2008.

Aqui eu posto um video e a letra de Manicomio.
Eu espero que alguém goste... ao menos os Zombies de plantão.



Manicomio - VOODOO ZOMBIE

Una luz intensa, recobro la razón
¿Qué es esta luz que me encandila?
Ooh ¿qué es este cuarto?
¿Qué es esta luz en su interior?


Me levanto, recupero la visión
Almohadillas de pared en una blanca habitación
Grito entre rejillas: ¡HEY! ¿QUIÉN ANDA AHÍ?
¡Alguien que me ayude o me diga dónde estoy!


Tratando de pensar, comienzo a analizar
Que mi voz rebotaría en alguien del lugar
Grito entre rejillas: ¡HEY! ¿QUIÉN ANDA AHÍ?
Este es el momento, en que oigo sólo desolación


Me levanto, recupero la visión
Almohadillas de pared en una blanca habitación
Grito entre rejillas: ¡HEY! ¿QUIÉN ANDA AHÍ?
¡Alguien que me ayude o me diga dónde estoy!

Hello!

¿Hay alguien ahí?

Me asomo por la ventana que da afuera
¿Qué es lo que veo? ¡La destrucción total!
Canibalismo, zombies por doquier
Que me han mirado y que vienen por mí
Miro por el pasillooooooo
Sangre en la pareeeed
Y los canibalees
Ya han llegado aquí
Se asoman por entre las rejas
¡ya no los quiero aquí!
Ya no se acerquen a mí
YA NO SE ACERQUEN MAS A MÍ



18/04/09

Os Loucos Também Deixam Saudades


No início da madrugada do dia 5 de fevereiro, recebi um e-mail com um relato emocionado e emocionante sobre o falecimento de Lux Interior do The Cramps. O músico faleceu a 4 de fevereiro de 2009 e menos de 24 horas após sua morte, chegava uma mensagem de um amigo, editor de uma famosa revista francesa especializada em Rock.


Li cada frase e pensei: ‘isso é especial e precisa ser publicado’. Pedi a este colega, então, permissão para reproduzir o que ele havia escrito. A resposta foi: “tudo bem, mas não mencione meu nome e preserve a identidade de algumas das personalidades que citei”.

O depoimento é importante por mostrar o trabalho de um profissional que trabalha com música e por trazer aspectos interessantes de quem foi Lux Interior, ou melhor, Erick Lee Purkisher, o ser humano que se tornou um dos grandes personagens do Rock.




Eis a mensagem com alterações pontuais, atendendo às solicitações do autor da mesma:

“Thiago, estou muito triste. Lux Interior do The Cramps morreu hoje (N. do E.: na verdade, 5 de fevereiro; a mensagem foi enviada à 00:38). Ele foi um dos maiores artistas que já vi. Conheci os Cramps pessoalmente há cinco anos e passei um dia inteiro com eles em Sacramento. Entrevistei Lux e Ivy (N. do E.: Poison Ivy, mulher e companheira de banda de Lux) na casa deles, e eles foram muito simpáticos comigo.

“No dia seguinte, convidei-os a visitar uma amiga minha, famosa atriz da qual eles eram fãs. Ivy me ligou algumas vezes e toda hora dizia uma coisa: eles cancelaram e confirmaram a visita várias vezes, porque eram um casal tímido e um pouco misterioso, esquisito talvez.

“Eu estava na casa desta amiga quando, de repente, eles bateram na porta e eu os apresentei a ela. Conversamos, e minha amiga os convidou para almoçar. Eles disseram que não podiam, pois precisavam sair para… comprar perucas!

“Jamais me esquecerei do dia que passei na casa deles. Gravamos uma longa entrevista sobre música, cinema e os Estados Unidos. Não foi uma entrevista comum. Eu nem preparei uma pauta, já que queria fazer algo diferente e especial com o The Cramps.





“Eles me mostraram todas as suas relíquias: a coleção de câmeras 3-D de Lux, antigos e raros álbuns, vídeos, brinquedos, e pinturas do assassino em série John Wayne Gracy (eles o conheceram).

“Tirei dezenas de fotos e dediquei-lhes a capa da revista para a qual eu escrevia à época. Foi um dos melhores dias da minha vida. Não foi o encontro usual com ídolos. Eu sabia que não nos tornaríamos amigos após aquela viagem, mas foi uma experiência fora do comum.

“Mantivemos contato por algum tempo após a viagem e Ivy queria se apresentar com uma lendária atriz. Eu conhecia essa atriz e passei o telefone dela a Ivy. A parceria nunca se efetivou, mas elas se tornaram amigas, e essa atriz cantou a música ‘Poison Ivy’ para Ivy ao telefone, uma atitude que a alegrou muito!

Naqueles tempos, eu costumava viajar para os Estados Unidos muitas vezes ao ano. Sempre sozinho, sem dinheiro, e pronto para realizar oito ou dez entrevistas com músicos e atores. Em muitas ocasiões, músicos me deixaram dormir no chão ou no sofá de suas casas, porque eu não tinha dinheiro para pagar um hotel após as entrevistas. Os Cramps sabiam e gostavam da minha dedicação. Por isso me trataram tão bem, melhor que quase todos os outros artistas que me receberam em suas casas.




“A morte de Lux é tão triste para quem o conheceu. Você não pode imaginar. Pedi a uma amiga que temos em comum para contatá-los e enviar minhas condolências a Ivy, mas esta amiga, uma musicista famosa, ligou agora há pouco e disse que Ivy desapareceu. Nem o empresário dos Cramps sabe onde ela está.

“Acredito que a morte de Lux tenha a ver com o estilo de vida deles, mas quem se importa com isso agora? Eles tinham um estilo de vida, e eu respeito isso. Apenas lamento muito que ele tenha morrido tão cedo. Estou realmente desolado, meu amigo.”

Por Thiago Sarkis


Site Oficial: http://www.thecramps.com/

06/04/09

Death is not the end na voz de Nick Cave


Composição: Bob Dylan

Quando estiver triste e quando estiver solitário
E não tiver nenhum amigo
Apenas lembre-se que a morte não é o fim



E tudo aquilo que você acreditou ser sagrado
Cair por terra e não se recompor
Apenas lembre-se que a morte não é o fim
Não é o fim, não é o fim
Apenas lembre-se que a morte não é o fim



Quando estiver parado numa encruzilhada
Que você não consegue compreender

Apenas lembre-se que a morte não é o fim


E todos os seus sonhos sumiram
E você não sabe o que estar por vir adiante

Apenas lembre-se que a morte não é o fim
Não é o fim, não é o fim

Apenas lembre-se que a morte não é o fim


Quando as nuvens de tempestades
se aglomeram ao seu redor
E a chuva forte cair

Apenas lembre-se que a morte não é o fim


E não há ninguém aí para te confortar
Com uma mão amiga para ajudar
Apenas lembre-se que a morte não é o fim
Não é o fim, não é o fim
Apenas lembre-se que a morte não é o fim



Pois a árvore da vida está crescendo
Onde o espírito nunca morre
E a luz clara da salvação
No alto em céus escuros e vazios
Quando as cidades estiverem em chamas

Com a queima da carne dos homens
Apenas lembre-se que a morte não é o fim


Quando você procura em vão encontrar
Algum cidadão cumpridor de leis
Apenas lembre-se que a morte não é o fim
Não é o fim, não é o fim
Apenas lembre-se que a morte não é o fim
Não é o fim, não é o fim

Apenas lembre-se que a morte não é o fim

03/02/09

Salvo de Si Mesmo


Estou escutando o debut album do Brian Head Welch, ex guitarrista e membro fundador do KORN.

Achei o disco muito bom, poucos discos me cativam o suficiente me dando vontade de escutar mais de uma vez seguida... esse conseguiu!

Aqui eu estarei postando a tradução de algumas páginas do seu livo "Save me from my self'" titulo homonimo do disco, onde Brian conta um pouco do processo de composição das musicas e de suas experiências espirituais no processo.

Créditos para a Andréia, que traduziu e pos a disposição na comunidade do Brian no Orkut.
[Pag 160 - 161]

[...]

Eu também escrevi algumas letras enquanto eu estava lá [Israel], e eu realmente senti como se Deus estivesse me guiando para escrever uma musica profética para o 50 Cent.

Uma coisa que você precisa manter em mente antes de ler essa letra é da mesma forma que eu creio que essa letra foi escrita por mim através de Deus para o 50 Cent, mais importante eu creio que as letras carregam uma mensagem para todos nessa geração, incluindo eu. Uma mensagem direta para todos nós do coração de Deus.

Aqui segue alguns versos da musica que acabei chamando de "A Cheap Name":

"Wisdom comes through suffering
Tell me why'd you let him Give you a cheap name?
It's time to come home
Playtime's over now

ir's my world
it's my plan
it's my sea
it's my land
it's my moon
They're my stars
You're my mind
You're heart
What's your choice?
What's your role?
You're my life
You're my soul
You're my son
You're my seed
You're my love
Come Home, please"

[...]

[ Pg 190 - 197 ]

Enquanto Jennea passava os dias estudando em casa com a Connie, eu decidi seguir para o estúdio pela primeira vez em um ano. Do segundo em que eu pisei no estúdio de gravação no Arizona, coisas malucas começaram a acontecer. Mesmo que coisas malucas sempre aconteceram durante as seções de gravações com o Korn, não aconteceu nada que pudesse ser comparado a isso. Quase todo santo dia, quando eu entrava, essas musicas fluíam de mim. As musicas saiam completas: baterias, baixo, guitarra, seqüências, coros, letras, tudo. Foi ainda mais louco do que antes em Bako. Eu nunca fui capaz de escrever musicas como eu fiz naquela temporada. Estava tão claro que não era eu, eu tinha tive experiência em gravação como essa. Foi como se Deus estivesse transferindo essas musicas para dentro de mim.

Inicialmente, eu não tinha muita certeza de onde tudo isso estava vindo, mas conforme as musicas iam surgindo, eu percebi que muitas delas existiam do fato que ultimamente eu estava passando muito tempo com Ele. Pouco tempo antes que eu entrei no estúdio, eu conheci esse cara chamado Bob Cathers que era um cristão muito sério. Durante nossa conversa, ele me ensinou tudo sobre orar em línguas, sugerindo que eu orasse dessa forma por horas, pois quando você faz isso você aperfeiçoa sua habilidade de ouvir Deus mais claramente em espírito. Eu decidi dar uma chance porque eu me dei conta que se caso não funcionasse, eu simplesmente ia parar.

No geral, eu ainda achava essa idéia de orar em línguas muito estranha, mas as escrituras não mentem, então eu tinha que seguir a palavra de Deus e não os meus próprios pensamentos e sentimentos. Acredite em mim quando eu falo que foi difícil. De primeiro quando você ora em línguas, você parece um idiota tagarelando, e desde que a sua mente não entende sobre o que você está orando (1 Corintios 14:14), você realmente começa a achar que é um idiota. Mas a Bíblia diz que quando você ora em línguas está edificando a si mesmo (1 Corintios 14:14), construindo para si a maior sagrada fé (Judas 20), mesmo que ninguém - nem você- te entenda somente Deus (1 Corintios 4:12). Eu tinha que crer que a Bíblia dizia a verdade, porque Deus não pode mentir (Hebreus 6:18).

Orando em línguas, eu consolidei a minha fé e a minha habilidade de ouvir Deus, e porque eu escolhi orar em línguas por bastante tempo, Deus me deu o que eu estava querendo. Depois que levei a oração em línguas a sério, muitas coisas no reino espiritual começaram a acontecer para mim. A Bíblia começou a ficar mais viva para mim de uma forma que eu não havia vivenciado antes. Os livros da Bíblia que meses antes eram difíceis para mim acreditar começaram a se tornar mais reais. Um dos nomes do Espírito Santo é "Espírito da Verdade" e Ele estava transferindo a verdade para dentro do meu espírito e esmagando as "duvidas de Tomé" que eu tinha. Apesar de que no fundo a Bíblia parecia mais um livro antigo, agora parecia que Deus estava abrindo as portas para a minha compreensão espiritual mais e mais. Como uma porta para outro mundo.

Naquele tempo, orar em línguas fazia parte da minha rotina de oração quando eu entrava no estúdio para gravar, e essa porta se abria mais a cada dia. Toda manhã, antes de ir para o estúdio, eu passava cerca de 3 horas com Deus, orando em línguas. Quando finalmente eu chegava no estúdio as musicas simplesmente fluíam de mim. Era incontrolável, e passou a acontecer quando eu não estava no estúdio. Houve algumas vezes que eu estava conversado com alguém sobre qualquer coisa e Deus iria simplesmente me falar para ir direito para o computador e escrever sobre o que agente estava discutindo.

Uma vez aconteceu durante uma conversa que eu estava tendo com minha amiga Lisa. Nós estávamos no telefone e ela estava me explicando sobre uma criança que ela conhecia que tinha muitos problemas e esses problemas ocorriam por culpa dos pais. Certamente eles eram cruéis com seu filho, eles bebiam o tempo todo, e eles não tomavam conta do seu filho como deveriam (do jeito que eu era antes). Durante nossa conversa, Lisa me disse o quanto seria legal se eu escrevesse uma musica sobre crianças se revoltando contra as coisas negativas que aconteceram em suas vidas e correndo para os braços de Deus, assim Ele poderia trazer cura para suas vidas assim como Ele fez por mim.

Depois que a nossa conversa acabou, eu não pensei em nada a respeito disso até 20 minutos depois quando eu ouvi essa musica na minha cabeça. Era uma musica pesada. E depois eu ouvi os gritos no refrão:


"Rebel!
Re-----bel!Your parentes have failed you and i'm here to tell you
Rebel"
Re----bel!The world has abused you and i'm here to choose you!"

(inútil dizer, eu chamei a musica de "Rebel")
Eu nem estava tentando escrever a música, veio do nada. Depois eu pensei a respeito, e não havia mais duvida na minha mente de que tinha vindo de Deus. O Senhor falou comigo através da Lisa, usando ela para despertar a idéia da música.

Algo semelhante aconteceu numa manhã quando eu estava tomando café da manhã com o Steve, e do nada ele disse "Cara, não é demais o fato da gente estar lavado pelo sangue (Washed by Blood)?" (ele estava falando sobre o fato de que a Bíblia nos diz que o Sangue de Jesus é a chave da salvação. Ele pagou nosso castigo quando derramou o seu sangue na cruz. A Bíblia chama isso de ser "lavado pelo sangue") eu respondi a ele dizendo que eu é que tinha muita sorte por não estar á 7 palmos da terra, e em seguida a conversa mudou.

Depois do café, Steve me deixou no hotel e repentinamente, a musica veio a minha cabeça assim como aconteceu depois da minha conversa com a Lisa. Eu ouvi a parte da bateria, da guitarra, as seqüências, os coros, e o verso - tudo. Essa música foi tão atrativa que eu nem precisei ir para o computador. Eu sabia que me lembraria dela quando fosse para o estúdio no dia seguinte. De novo, eu nem tentei escrevê-la, ela veia até mim. O Refrão veio assim:

"Washed by blood from deep inside You're not a prisioner of your old life
Washed by blood A brand new Start It's time that i rebuild your heart"

Então eu chamei a musica de "Washed by Blood"

Essa não é a única música que me veio no quarto do hotel. Uma manhã, eu abri a porta e vi um jornal jogado no chão, eu o peguei e foi a primeira vez que eu vi New Orleans coberto pelas águas do furação Katrina. Mais uma vez, eu ouvi a musica inteira e em seguida a letras da musicas "New Orleans" veio a mim:

"Bodies Floating
In the strees of New Orleans
What does this mean? Is the end coming? People drowning in the street of New Orleans What does this means? Is the end coming?"

Uma por uma, essas letras vinham até mim, as vezes em parte as vezes inteiras de uma só vez. Depois que eu estava escrevendo por um tempo, Deus me deu outra musica chamada “It's Time To See Religion Die". Para mim, essa música tem significados diferentes. Por exemplo, é uma musica que encoraja as pessoas a saírem da mentalidade de "cristãos domingueiros" e irem para o mundo onde Deus pode usá-los para mudar o mundo, para ajudar as pessoas a entenderem que Deus não vive em construções feitas por homens (Atos 7:48). Nós somos as construções de Deus, porque ele reside em nós (1 Corintios 3:16).

Embora esse não é o único significado para essa música. Também essa música é destinada a todos que foram magoadas pelas religiões. Todas essas porcarias de religião criadas por homens nesse mundo tem que morrer. Se for porcaria de religião feito por homens cristãos ou qualquer outra porcaria de religião feita por homens, tem que morrer tudo. Isso deve doer no coração de Deus quando Ele vê cristãos brigando sobre quem tem a doutrina certa; ele não vê denominações, ele vê uma grande e gloriosa Noiva. Quando cristãos discutem sobre doutrinas, tudo que Ele vê é um bando de gente carnal agindo como crianças. Todo o orgulho, porcariada de religiões controladoras é o que leva os jovens para longe das igrejas, e isso tem que parar. A maior parte da população é menor de 18 anos, e nós temos que levar o amor de Cristo para eles sem essa manipulação suja que acontece por aí, pois aonde habita o Espírito de Deus há liberdade.

Essas letras no refrão vieram para mim bem rápido quando eu estava no estúdio um dia. É um Salmo "jogue a sua mão para o alto":

"I testify!
It's time to see religion die!
The truth can't lie!
It's time to see religion die!
Who cares who's right?
It's time to see religion die!
I'll crush the fight!
It's time to see religion die!"

É uma musica muito forte e realmente veio do coração, porque Deus é liberdade.Provavelmente a música mais pessoal que mais me toca é uma chamada "Save me from myself", é um tipo de um rolê de montanha russa do meu vicio em drogas e nos meus pensamentos suicidas (com meus pensamentos demoníacos me falando para continuar cheirando mais carreirinhas) até eu clamando a Deus para me salvar de mim mesmo.
O verso Intermédio fala sobre eu, largando todos os meus péssimos hábitos: drogas, abusos, depressão, suicídio e mentiras. E a minha parte preferida da música é quando eu grito para Deus, agradecendo por ter me salvado de mim, e falando para ele que eu estou farto de mim e que vivo para Ele agora. As palavras "salve-me de mim mesmo" era exatamente o que eu precisava gritar para Deus depois tudo o que eu tinha passado até aquele ponto na minha vida. Aqui segue uma parte da letra do verso até o refrão:

"Another day in life, which way will I go?
Will I pick suicide? How do I say no?
The demons are calling me
Just one more line
Voices echoing in my head
These thoughts aren't mine
Chop it, snort it
The kid? Ignore it
Life sucks, I'm over it
Save me from myself
Can't quit, I tried it
Your love? Denied it
Can't fake it, I hate it
Please help me

God! Save me from myself,
I'm begging you
God,Save me from my hell" "

Por um tempo, eu estava passando por essa fase de composição de musicas onde eu escrevia praticamente 1 música por dia por uns 2 meses, e depois, dessa forma... parou. Eu até tentei escrever algumas musicas depois disso, mas eu simplesmente não consegui, para mim, era outra confirmação que Deus estava trabalhando e vivendo através de mim, me guiando para escrever essas letras com o Espírito Santo. Depois que o processo de composição acabou, eu acabei ficando com um conteúdo de 3 álbuns nas mãos. [..]